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27 de julho de 2017

Melodrama com mulheres beijadas no escuro

pinterest: @xbravenewworldx instagram: @_danae.18

Lorde salvou o meu semestre com um determinado álbum: Melodrama. Lançado em 16 de junho desse ano, ela pegou todas as mulheres que se sentem um fardo, que escrevem, que dançam bêbadas em baladas pra esquecer algum sentimento e afins, e abraçou. Eu fui uma delas.
Isso tudo é pra eu dizer que eu sou intensa demais e isso já foi visto de várias formas. Quando eu era pequena, eu olhava pra uma cena bonita de amor entre um neto e uma avó, um cachorro e um dono, uma família toda feliz e sentia um negócio dentro do peito que parecia queimar. Quando eu peguei um casal boneco de gêmeos que tinha quando era criança e abracei eu falei ''Mamãe eu tô sentindo uma coisa aqui'' apontando pro coração.
Animais na rua me chamam mais atenção do que deveriam, pessoas sofrendo espalhadas por ai, a possibilidade de enquanto eu to escrevendo isso alguém estar apanhando, morrendo ou sofrendo por ser nada mais do que quem são, isso me dá sentimentos que nem sei nominar.
Pra muitas pessoas isso é ótimo. É lindo. Em um mundo onde as pessoas estão cada vez menos sentimentais, menos presas, menos intensas, é legal ter alguém conservando isso. Mas não é.
Não é legal se sentir um fardo, a pessoa solitária, a pessoa que foge do normal mas o que ela ganha com isso? O que tem pra pessoa sentimental, intensa, com vênus em gêmeos e lua em escorpião?

''I know that it's exciting
Running through the night, but
Every perfect summer's
Eating me alive until you're gone
Better on my own.''
Ser dessa forma é solitária e nada especial. Ouvir que seus relacionamentos não dão certo ou alguém foi embora da sua vida porque você é muito intensa não é legal. Eu não escondo a dor de um término, nem tenho vergonha de sentir, de correr atrás. Minha cara tá pro tapa 24 horas por dia. Eu levanto a mão (as vezes nem é isso) pra debater, eu questiono, eu não engulo. Eu escrevo sobre, eu exponho. Não adianta tentar domar isso.
Mulheres que são assim incomodam. Porque nossos sentimentos sempre são usados pra justificativas e não como realidade. Nosso instinto materno é justificativa pra quando nos obrigam a cuidar de alguém, nosso lado sentimental é justificativa para quando sofremos por coisas que homens muita vezes matam, nossa raiva e temperamento é de acordo com nosso calendário menstrual. Apesar de sentimentos e mulheres andarem lado a lado pra sociedade, eles não são respeitados como tal.
Homens são poetas quando escrevem sobre mulheres que se apaixonaram enquanto mulheres quando fazem o mesmo são taxadas de psicóticas que não superaram bem um relacionamento. É bonito quando o homem tem, exagero quando é a mulher.
''I am my mother's child, I'll love you 'til my breathing stops
 I'll love you 'til you call the cops on me.''
Eu explodo, eu tenho tempestades em mim saindo por onde e quando não devem, eu sinto coisas demais, vejo demais, penso demais. As expectativas são altas até pra mim. É sempre uma maré. Quando quebram meu coração, ele cai como uma montanha de taças de vidro. Há barulho, incômodo, e até mesmo uma beleza.

15 de maio de 2017

A (re)visita

Imagem de drawing, art, and arte

você tem meu coração e com ele faz o que quiser
só não faz o que é gentil, o que menos dói, o caminho curto
você tem meu corpo mas está distante dele
você brinca nele e vai embora, quando te dá na cabeça que sim
quando tudo que eu queria era que ela te dissesse que não
você tem minha respiração mas a prefere ofegante, perdida, procurando sua boca sem sucesso, sem paz
você me tem mas não é o suficiente
você quer mais
você não me quer mais

8 de setembro de 2016

Borboletas Traíras


Me expus. Ignorei meus instintos. Segui em frete. Não olhei pra trás. Na verdade olhei, mas não me assustei mais. Aquilo não me paralisava. Não mais.
Me deixei descobrir. Me deixei sentir. Senti pele na pele. Mãos juntas, grudadas, interligadas. Senti beijo. Senti calafrio. Senti as borboletas, não só na barriga, mas no corpo todo. Elas seguiam pelo corpo, formigavam com toda a rapidez, pedindo outro corpo. O teu.
E então eu me assustei. Como pode? Não. Não deixa não. Vai se arrepender.
Mas você me segurou e falou ‘’Ta tudo bem’’ e tava mesmo. Tava tudo bem. Tava você.
Ouvi músicas, abracei canções, mergulhei totalmente nos teus olhos. Que se abraçavam com os meus. Que te caçavam em todo lugar. Na cama, na rua, aqui.
Virei noites. Revivi dias. Odiava horas; Elas me separavam de você.
Tua voz me perseguia. Teu cheiro virou meu cheiro. E quando eu vi, era isso.
Isso ai. Que todo mundo reconhece só de olhar. Aquilo que as pessoas escrevem músicas, que dizem que dá até sentido pra vida. Que te perguntam ‘’Que foi?’’ e você diz ‘’Nada...’’ mas na verdade é Tudo. Que dá vontade de levantar da cama, de dar bom dia pra cada alma viva na rua, que dá vontade de fazer mais. De ser mais. Eu fui mais. E dei mais também. Eu segui, você ficou. Eu me libertei, você paralisou.
As canções que abracei sussurravam baixinho para solta-las. Tava na hora.
Por favor, me solta.
Dessa vez quem pedia era eu.
Eu te segurava com a palma das mãos, vermelhas, as pontas dos dedos embranquecidas. Você me segurava pela ponta dos dedos. E foi entre eles que eu escapei.

8 de agosto de 2016

Sobre a síndrome de pequeno príncipe, responsabilidade emocional e empatia.


Se você tem facebook e tem amigos que compartilham textão você provavelmente deu de cara com pessoas compartilhando textos sobre ''ser contra a geração que não demonstra o que sente'' ''de ser contra joguinhos'' ''de ser 8 ou 80, ou vai ou fica.'' Eu inclusive compartilhei coisas do tipo. Da mesma forma, tiveram pessoas que compartilharam coisas totalmente antônimas como: ''não sou obrigado a responder rápido'' ''as vezes eu sou frio mesmo'' e afins. Com quem eu concordo? Bom, com as duas.
Eu entendo as duas. Eu sinto as duas. Eu sou as duas. Você também é, querendo ou não. Você também quebrou um coração por aí, foi filha da puta com alguém, alguém já sentou e discorreu sobre como você foi legal mas depois sumiu, ou simplesmente mudou. E isso ocorre sim, ninguém é obrigado a não mudar, ser o mesmo pra sempre só pra conservar o sentimento de outra pessoa por você. Talvez seja essa é grande questão.
Todo dia somos bombardeados por textos de pessoas da nossa geração falando sobre pessoas da nossa geração na nossa geração. É a geração do smartphone falando através de um smartphone sobre como um smartphone é ruim e aliena as pessoas. E sim, a nossa geração tem alguns problemas. Vários. Mas só escrever sobre eles não adianta muita coisa, não é? Pois é. Mas é exatamente isso que eu estou fazendo. Entende?
A frase ''você é eternamente responsável por aquilo que cativas'' tem assombrado muito os nossos ouvidos, durante anos. A síndrome de raposa e pequeno príncipe se mostra presente no nosso cotidiano. Você dá match numa pessoa no Tinder, se anima, fala várias coisas, faz altos programas e promessas com a pessoa e para a pessoa. Vocês se falam todo dia, você tá naquela exaltação e de repente: acabou. Você não quer mais responder aquela pessoa, viu uma postagem dela que você não concordou, o encanto acabou. Miou. Se foi. Broxou. Pra você, ela mudou. Pra ela (a pessoa), você mudou. E na verdade tudo que ocorreu foi algo chamado: Tempo. Ele simplesmente passou. Mas e aquilo tudo que você disse pra ela? As saídas que você disse que teriam? As ''você é uma pessoa tão maravilhosa pra ser real'', ''você tem tudo haver comigo'',''eu nunca encontrei ninguém assim'', ''seus problemas acabaram, eu sou diferente, não vai sofrer comigo''. Pois é. Aquilo fica, não é? Na cabeça de um, no coração de outro.
A gente passa por várias pessoas nessa vida, nós não sabemos o que ninguém carrega dentro de sí. Traumas, fobias, espiritualidade, energias, passado, experiências, sentimentos. Nós somos o somatório disso tudo. E é tudo isso que temos pra dar. Não só isso, claro. Mas é por ai.
Já disse inúmeras coisas que passei na minha vida pra pessoas diferentes e ouvi de muitas que eu era forte por aguentar o que aguentei, já outras diziam ''ah é? pois eu passei por isso, e aquilo, e também tô aqui.'' e eu ficava de cara, porque sim, essa pessoa tava ali depois de tudo isso. E eu também. E isso era foda demais. Mas também via pessoas com cara de paisagem, desesperadas, por não ter passado por coisas daquele tipo, ou piores, e não saber o que contar. O que comparar, o que equiparar. E o que fica no final dessa conversa? A famigerada empatia.
Não, você não sofreu o mesmo que outra pessoa. Sim, você pode ter passado pela mesma situação, mas não, você não sofreu o mesmo que ela. Não como ela. Você não sabe o peso que aquilo tem pra pessoa. Assim como você também não sabe o que a sua pequena baguncinha vai fazer na vida dela. As promessas, os planos, as coisas que você disse que ela era: elas não vão embora. Elas não vão ser retiradas. Elas podem sofrer mutação, elas podem mudar, podem evoluir. Mas sumir elas não vão.
Assim como você também não pode colocar nas mãos de alguém todo o seu bem estar emocional. É importante se cuidar, é importante olhar pra dentro. A sua felicidade não deve depender de uma resposta rápida no Whatssap. De um visto por último, de uma visualização. Por favor, você é mais que isso. Eu digo você, eu digo pra mim.
Assim como, pra outra pessoa, o nível de interesse dela não está atrelado ao quanto tempo ela passa falando com você, ou se ela respondeu rápido, ou se ela te chama toda hora. As vezes, o interesse dela tá em mesmo depois de um dia cansativo de trabalho, ela chegar em casa, ver a sériezinha, comer, descansar, pra estar bem e poder falar com você. As vezes, ela só tem um jeito diferente de demonstrar interesse que você, e não é joguinho. Você pode querer que ela demonstre sempre interesse e querer grite, mande textão, ligue, stalkeie, curta tudo e não se assustar com isso. Mas nem todo mundo consegue fazer isso e se sentir bem. E você precisa entender isso.
Sim, os joguinhos estão em alta. A gente tem que tomar cuidado com tudo que fazemos virtualmente, porque tudo é sinônimo de interesse e da falta dele. Mas a gente precisa saber que: Joguinho não é sinônimo de interesse. E que: Nem tudo é joguinho. As vezes é falta de interesse, e precisamos saber quando alguém não nos quer mais, aceitar isso e seguir.
A responsabilidade que você tem sobre aquilo que cativas, ela não é eterna. Mas você não sabe o peso que aquilo carrega pra quem irá recebe-la, então não cultive. Sejamos sinceros, sejamos jogo limpo, sejamos nós. Mas vamos olhar primeiro, e saber primeiro com quem podemos ser.
No final, aquele velho ditado de não fazer com os outros o que não queremos que façam com a gente é o vale. E isso vale pro que nós podemos fazer com nós mesmos também.

13 de junho de 2016

Mas você também né

Mas você também né, é muito exigente. Você também é muito ansiosa, quer tudo ali, na hora, no ato, se acalma. Tenta não falar sobre esses assuntos polêmicos. Você tem uma opinião muito forte, isso também assusta. Nem todo mundo tá preparado pra lidar com uma mulher assim que nem você.
Tenta não dizer que você não pensa em ser mãe se não já vão olhar torto. Tenta não dizer que você não tem pressa em casar se não vão pensar que você é descompromissada demais. Ninguém compra a vaca quando se dá o leite de graça, não é mesmo? Então.
Ah, não fala de sexo. Você tem esse seu jeito de falar de sexo sem nenhum problema, sem risadinha, sem vergonha, vão pensar que você é puta. Quem quer namorar uma puta? Por isso ele não respeita você. Quem vai respeitar uma menina assim? Sem pudor, tenha modos!
Você intimida. Tenha paciência com ele. Tenha paciência com as inseguranças dele. Para! Se você ficar demonstrando tanta insegurança assim, ninguém vai ficar com você.
Fica aí falando de ansiedade, depressão, quem você acha que quer namorar uma maluca? Não fala que você toma remédio pra dormir, não fala dos seus traumas, não fala da sua família, não diz que você tem trauma de relacionamentos não. Mas olha, se ele não chegar em você, tenha paciência tá bem? O que? Você tomar atitude? Tá doida, menina?! Onde já se viu menina tomar iniciativa? Por isso vai acabar sozinha, com essas ideias. Se ele não responder você, não chama ele não, homem não gosta que fiquem muito em cima, vai sufocar. Como assim ele te chamou e você não respondeu? E dai que ele não é legal? Fica ai rejeitando todo mundo que aparece, vai acabar sozinha.
Não chama ele pra sair. Fica quieta. Fica parada. Não faz nada.
Você se expõe demais, você ri muito alto. Você tem uma cara muito fechada, sorria! Mas não fica de sorrisinho demais não, se não já viu né? Homem acha que tudo é convite. Você bebe? Mas homem não gosta de mulher que bebe. Não, quando ele sair, você tem que acompanhar, sendo lugar que você goste ou não. E se ele achar alguém melhor que você?
Espera um pouco pra dar, não dá muito rápido não. Mas menina, vai ficar prendendo ele até quando? Homem acaba procurando em outra o que não tem casa hein. Você também trata ele mal, que que tem se ele gritou uma vez ou outra com você? Que que tem se ele mente pra você? Homem é assim mesmo. É da natureza deles. Mulher tem que se dar ao respeito. Fica aí sendo relaxada com esse corpo, come menos. Foca no 36. E esse cabelo curto? Vão achar que você é sapatão. Você também né, não é tão feminina. Homem não gosta de mulher que xinga mais palavrão que eles, que joga mais que eles, que ganha mais dinheiro que eles.
Para.
Não seja você mesma. Não seja feliz com você.
Se não, assim ninguém vai gostar de você.

19 de maio de 2016

Fusão do cotidiano de mulheres aleatórias


Não sei se sou só eu mas, geralmente, meu dia melhora bastante quando acabo esbarrando com um(a) desconhecido(a) que me trata bem. Aquelas pessoas que veem que você sentou longe da sua companhia de viagem e perguntam se você quer trocar de lugar com elas, ou pessoas que simplesmente cedem o lugar pra você, sem necessidade, sem obrigatoriedade por lei de preferência, sem culpa, só porque a pessoa olhou pro seu rosto e sentiu algo bom. São as famosas pequenas coisas do dia que melhoram o seu dia por completo, ou talvez até a sua semana.

Surpreendentemente e felizmente, eu esbarrei com três pessoas do tipo num dia só. E ainda consegui falar com dois gatinhos vira-latas na rua, o que pra mim é uma vitória. Eu achava que meu dia estava ótimo e que a energia que me cercava estava algo sem igual de tão bom, até que no meio dessa gente, estava uma mãe. Uma mãe sem filho.

A moça notou que minha mãe estava com marcas nos braços causadas pelas bolsas que carregava. Preocupada, ela ofereceu ajuda à minha mãe que aceitou imediatamente. Ambas começaram a conversar sobre como era difícil viver a vida de uma mulher-mãe-trabalhadora, uma vida não dá descanso nunca, até que (provavelmente como um recurso de desabafo) a mulher simplesmente desabafou que havia perdido o filho. Dezoito anos. Eu não pude ignorar o fato de que o rapaz era um ano mais novo que eu, ele simplesmente acabara de fazer dezoito. "Foi acidente?" minha mãe perguntou e ela disse "Não. Mataram.". A gente deveria ter ficado surpresa, afinal não foi em batida de carro, nem nada. Não foi uma casualidade da vida, um evento cotidiano que acabou em desastre. Uma hora ele estava ali, e na outra não estava mais. Porque o mataram.

A moça disse que esse era o segundo filho que ela enterrava, já tinha enterrado outro filho também com dias. Fiquei calada o tempo todo e deixei minha mãe escutar e aconselhar a moça, afinal eu não sou mãe. Elas começaram a trocar experiências sobre perdas: minha mãe falando sobre os anos que a gente passou com a minha vó com Alzheimer e depois como foi perde-la. Contou que terminou a faculdade na marra, porque ela trabalhava, estudava e quando chegava em casa tinha que trocar frauda, limpar suas feridas, dar comida. ‘’Eu dormia todo dia três horas da manhã pra no dia seguinte estar de pé pra trabalhar. ’’, disse minha mãe. A moça deu o olhar mais solidário que ela poderia enquanto escutava minha mãe contar como foi ver uma mulher forte, que nunca parou de trabalhar e de lutar pra sobreviver, nordestina, guerreira, simplesmente ir perdendo toda essa sua identidade aos poucos e ir ficando cada vez mais vulnerável, cada vez mais frágil.

A moça disse que as pessoas falavam pra ela que ela deveria se manter forte porque ela tem mais uma filha e dois netos, que eles precisavam dela: "Mas tem dias que eu não consigo..." ela admitiu. Eu não aguentei ouvir isso e soltei, com um receio enorme, "Moça, antes de a senhora ser mãe e avó, a senhora existe. A senhora é uma pessoa." ela me olhou como se ninguém nunca tivesse falado isso pra ela, e concordou. Acho que até ela se surpreendeu por ter concordado.

Contou que já havia tido depressão e que ela e seus filhos tinham medo de isso ocorrer de novo com ela. Disse que se fosse necessário ela buscar ajuda, e principalmente se ajudar. Minha mãe compartilhou da mesma opinião mas acrescentou que ela deveria dar um espaço pra dor, afinal ela estava de luto. Ela pode chorar, ela pode ficar perdida. Ela tem esse direito. Teve um momento em que ela contou que sorriu sem perceber e pensou "Meu deus que que eu tô fazendo? Eu não posso sorrir."

Ela pegou uma foto do filho e mostrou pra minha mãe, e isso despertou a atenção de uma outra mulher do metrô. Logo as duas estavam lá, ouvindo a moça, e eu ali no meio. Reconhecendo que eu não poderia mensurar a dor dessa mulher, e nem acalmar ela por mais que quisesse muito. Elas ficaram se ajudando e se ouvindo, até uma hora em que a moça não aguentou e começou a lacrimejar. Eu olhei pra ela e segurei na mão dela, e ela caiu aos prantos no meio do metrô. As pessoas olharam, mas eu só sabia falar pra ela chorar sim. Que eu estava ali. Minha mãe do lado dela também dizia coisas do tipo, do outro lado estava a senhora que veio depois. 

Eu não posso ignorar de que aquela mulher, por algum motivo, apareceu no meu dia. Se eu disser que não achei que foi coisa de Deus, eu estaria mentindo. Toda a energia que eu absorvi, todas as coisas boas que eu senti no meu dia, eu tentei ao máximo passar pra essa mulher. E foi impossível não ver a gratidão nos olhos dela.

Não posso não atribuir isso ao feminismo, um movimento que me fez olhar para as outras mulheres de uma forma muito mais fraternal. Eu as valorizo de forma que nunca fiz antes. Talvez sororidade seja isso. A gente se entender sem se conhecer. A gente ter empatia, porque sabemos como é ser mulher nessa sociedade. Ser uma mulher, periférica, negra. Moradores da zona norte/baixada do Rio de Janeiro não tem paz, e pior quando se é uma mãe.

Depois quando chegou na estação Pavuna, estação final, nós nos levantamos e ela olhou pra todas nós e agradeceu com todo o coração. A outra moça segurou a mão dela e disse "Força", a minha mãe falou pra ela cuidar do espiritual dela e eu só fiz um carinho no braço dela e sorri com os olhos.

Meu dia terminou com mulheres tendo empatia por outras mulheres. Eu, mulher, ajudei uma outra mulher, com outras mulheres. Enquanto eu contava essa história pra outras mulheres, as mesmas se emocionaram. E que assim seja: nós, mulheres, sejamos uma pela outra. Sempre.

20 de novembro de 2014

Sobre namorar cedo e a pressão de curtir a vida


Decidi fazer um post sobre isso e pesquisei o máximo que pude até que eu parei para perceber que a maioria dos posts que tinham sobre isso era sobre namorar cedo ''dar em pecado''. Senti falta de um post sobre isso sem ter influência religiosa, então resolvi compartilhar a minha experiência sobre isso.
''Qual a idade certa para namorar'', ''qual a idade certa para ter a sua primeira vez'', tudo isso passa pela cabeça de uma menina, ainda mais a que está entrando na adolescência. A coisa é: o que é certo pra você? É claro que na hora de perguntar isso para alguém, a pessoa dará a opinião dela. Então o que fazer quando a opinião da pessoa, não bate com o que você sente?

Eu sempre me senti madura em relação a minha idade. E talvez isso tenha sido ruim, ou bom, mas acho que o que vale é o contexto. Sempre fui a que não via graça no que a maioria das pessoas da minha idade via, a que era taxada como chata e antiquada. E eu sei que não fui nem vou ser a única.
Eu comecei a namorar com 13 anos. Sim, treze anos. O que para muitos foi um erro, pra mim me fez ser a pessoa que sou hoje e que, sinceramente, eu aceito muito bem.

Você quando pensa em levar essa questão de namorar em casa para adultos que você convive, a maioria dirá que está cometendo um grande erro e que você tem que curtir a vida, carpe diem, yolo etc. E eu sei que existem pessoas que supervalorizam a opinião alheia na hora de tomar uma decisão super importante, sei porque já fui assim, mas é importante pensar até que ponto é relevante a opinião de outras pessoas. Outras pessoas que não sabem o que você sente nem o que você pensa, outras pessoas que não estão no seu lugar.

Namorar sério é um compromisso bastante pesado quando se leva ele com seriedade, não só por status. Infelizmente, hoje em dia namoro vem tão rápido quanto vai, mas acho que isso não importa. Um cara pode ter ficado por dois meses na sua vida mas o importante é o que você tira desse relacionamento. E isso não muda. Óbvio que eu não sabia isso com 13 anos, mas é por isso que quero falar sobre isso. Porque eu vejo tanta gente dizendo ''não'' às pessoas novas que começam a namorar, como se isso fosse um veneno, ou como muita gente fala ''um pecado'', mas é necessário ver também as coisas boas de um relacionamento. O quanto é bom ter um companheiro na sua vida, o quanto é bom imaginar um futuro com alguém e saber que essa pessoa também pensa isso com você. Porque é isso que move um relacionamento: A reciprocidade. É saber que a pessoa é importante pra você mas você também ter que ser pra pessoa, e mais ainda pra você.

Colocar alguém na sua vida é sim um grande passo, e eu não consigo ver isso como algo fútil. Não sou alguém que serve para ter alguém pela metade, por um dia ou por uma noite. Porque sou inteira e me entrego por inteiro e gosto de alguém que também o faça. Talvez isso seja até algo que faça eu me machucar muitas vezes, sabe? Exigir tanto de alguém. Mas sei que posso cobrar a verdade porque eu dou a verdade. É bom curtir a vida sim, é bom sair com os amigos e ter noites memoráveis. Mas isso não deve ser um padrão, e nem namorar é. Isso são coisas que só são boas se forem espontâneas.

30 de julho de 2014

Uma nota sobre despedidas

Not Only Photos Set7

As despedidas da vida nem sempre são eternas. Algumas pessoas vão para darem lugar para outras melhores. Outras se vão para nos tonarmos pessoas melhores, para nós mesmos e para os outros. Mas e quando a pessoa que vai embora deixa um buraco, um vazio, que nada nem ninguém consegue preencher? Quando a gente quer aquele abraço, mas não tem. E a gente olha para uma fotografia, querendo entrar nela, reviver aquele momento e poder sentir o cheiro da pessoa outra vez. Porque dói tanto você esquecer coisas como  o cheiro, a voz, o som da risada.  E você pensa: Deus, o que eu poderia ter feito para não perder coisas assim? Talvez eu teria feito mais graça só pra ouvir a sua risada. Talvez eu tivesse te abraçado mais, como se a qualquer hora, aquele momento pudesse acabar.
Mas nunca é assim. Nós não temos um aviso de que vamos perder tal pessoa, em tal hora, em tal dia. Então seguimos nossa vida normalmente, vivemos nossos dias, ignoramos que todo mundo um dia vai embora, eventualmente. E só nos resta lembrar. Nos consumimos com tais lembranças, nos alimentamos dela.  Mas o vazio? Ele continua lá. É como aquela fome que você sente e então come de tudo só pra poder saciá-la, mas não consegue. Nada é o suficiente. 

Eu gosto da ideia de que precisamos perder coisas, pessoas, só assim sabemos o valor delas. Mas precisa ser realmente assim? Precisamos mesmo viver nossos dias, de uma forma tão egoísta, a ponto de nunca pararmos e pensarmos que cada pessoa é uma pessoa, cada momento é um momento, e que uma vez que algo se torna passado, nada que você fizer será o suficiente para torná-lo presente. Por isso eu tento, hoje em dia, procuro olhar para as coisas de formas diferentes.Valorizar. Mesmo sabendo que certas dores só podem ser curadas pela razão delas. A dor é necessária. Porém não podemos depender dela. Também é necessário valorizar sem que isso que vá.

30 de abril de 2013

Amores platônicos.


Como vai seu amor platônico? Sim, pergunto assim, diretamente, pois sei que todo mundo tem um. Aquela pessoa que você vê e teu coração vai a mil, teu sangue sobe a cabeça, você fica desnorteado, suando frio. Aquela pessoa que só de te olhar no outro lado do corredor, você já imagina numa fração de segundos como seria se você tivesse a coragem de falar com ela. Como seria se vocês fossem amigos, coloridos, melhores amigos, o que for. Se vocês só se falassem, rissem juntos e tivessem bons momentos.Sim, eu sei. É complicado admitir isso. Mas é pior ainda se privar disso.
Amores platônicos nos ajudam a dar uma graça na nossa vida que só eles dão. Sabem por que? Você aprende a valorizar as pequenas coisas. Troca de olhares, aquele sorriso que ele(a) deu e você sorri junto mesmo sabendo que pode não ter sido pra você ou por você. O primeiro toque, a primeira troca de palavras. As coisas em comum. O egoísmo, é totalmente colocado fora de cogitação e você passa totalmente, a valorizar os pequenos e únicos sinais que a pessoa dá que também, de alguma maneira, sente algo por você. Mas isso as vezes, não acontece. E é horrível.
Então, em nome de todos os que passam por essa situação, venho aqui dizer que vocês não estão sozinhos. Que corações são quebrados e remendados em vários momentos de nossas vidas. E que é errado pensar que é necessário de algum outro amor pra esquecer outro. Ou talvez esteja certo, mas não é o amor recíproco. É o amor próprio. E sem isso, você é só mais um. 

13 de abril de 2013

A vida é feita de amores não correspondidos.



Amor não correspondido é uma coisa que só fica bem em filmes. Sabe, quando o mocinho ama secretamente a mocinha e ela também o ama escondido e, no final do filme, eles se declaram um pro outro, se surpreendem com a coincidência e vivem felizes pra sempre até os créditos rolarem? Então, na vida real isso não acontece. Os resultados de se declarar pra alguém que não te ama são, digamos, “heartbreaking“. Os resultados de não se declarar costumam ser piores, porque, parafraseando alguém: “Se você não disser pra ela o que você sente, ela vai ouvir de outro cara o que ela gostaria de ouvir de você. Essa é a lei da vida.“ E isso, feliz ou infelizmente, é uma das maiores verdades existentes. Mas, tirando a conclusão – que tende a não ser tão legal – amor não correspondido tem seu(s) lado(s) bom(ns). Dentre eles você pode escolher entre estar quase sempre inspirado pra escrever, se você for um escritor; estar sempre querendo ser melhor pra alcançar um patamar que seja digno de estar perto da tua paixão platônica ou o constante déficit de atenção que você tem (e não me diga que você não fica desejando desesperadamente atenção, porque é mentira).
E os lados ruins? Bom, acho que todos conhecem. Idealizar situações com a pessoa, ouvir músicas deprimentes e lembrar-se dela. Porém, como toda decepção na nossa vida, ela nos deixas mais fortes, mais amadurecidos para futuras situações. E nada melhor para nos fortalecer do que um amor não correspondido, não é mesmo? Acho que todos já passaram por isso, e me arrisco dizer que pelo menos a maioria não tem o mesmo pensamento que tinha na época do ‘’amor platônico’’. Mas, para os que estão sofrendo desse mal agora a única coisa que posso lhes afirmar é que amor, sempre nos faz bem. Correspondido ou não correspondido, ele nos faz evoluir e não olhar mais apenas para o nosso pequeno mundinho. Mas também digo, tudo que é demais não faz bem. E isso inclui o amor. Não adianta você se jogar num amor sem ter amor por si próprio, porque é isso que vai te mostrar o seu limite e te acordar para a vida nas horas necessárias. E não adianta também pensar que um amor é correspondido só pelo fato de você dizer eu te amo e a pessoa retribuir com um ‘’eu também’’ e um sorriso amarelo nos lábios, amor correspondido é aquele que você faz pela pessoa e sabe que quando for sua vez, ela irá fazer por ti também. Que quando você acordar de mau humor, feia e totalmente insuportável a pessoa vai rir e te fazer rir de si mesma. Isso é amor correspondido. Então lembre-se: Não corram atrás apenas de um eu te amo. Corram atrás de uma pessoa que saiba que amor não é feito só de palavras.

           Dos eternos corações partidos de Luisa Rodrigues e Willian Machado (Legado em Construção).

24 de março de 2013

A mania de amar demais.


Desde pequena, já vi muito gente passar na minha vida. Mas afinal, não é esse o sentido da vida? Você amadurecer, evoluir sua mente, sua alma, etc. E sem perdas, o que seria de você? Mas essa política é muito fácil de se falar. Perder quem se ama não é fácil, ainda mais se o culpado for você.
Sempre é fácil colocar a culpa no outro, ''mas ele me magoou'', ''mas ele não agiu correto'', ''mas ele não me amou como eu o amei'', mas pensa... Isso tudo só aconteceu porque você se permitiu acreditar, que seria diferente. Sim, é ignorância da parte da pessoa pensar que todos são iguais, e é exatamente por isso que hoje eu decidi escrever esse texto.
Pra tentar me lembrar, que não é porque toda a minha vida os meu sentimentos foram tratados como nada para todo mundo, que quando aparecer alguém que realmente se importe, esse alguém não é verdadeiro. E eu não digo isso só na parte amorosa na vida, em todos os tipos de relacionamento existentes, sejam eles de amizade, amor, ou qualquer coisa do tipo.
É triste você perder a sua inocência. Dizem que quando você não tem expectativas, não existe decepção. Mas eu não sei qual é a dor pior, a decepção ou a falta de fé no mundo. Na vida. Nas pessoas. No meu caso, eu acho a segunda opção. Eu realmente prefiro ser a menina que ama demais, que espera demais, que pensa demais, que sente demais, do que ser a pessoa vazia e amargurada que muitas vezes, eu acabo virando.
Parando pra pensar, acho que o meu pior defeito é ter um coração muito grande. Eu e a minha mania de acolher todo mundo que vem até mim... Isso nunca me levou a nada, pelo contrário, só me magoa. Cada vez mais as pessoas banalizam os sentimentos, e quem realmente os leva a sério sempre acaba se dando mal. Mas não é como se eu pudesse evitar. Sou assim mesmo e fico feliz por ser lotada de sentimentos, assim, toda hora. Porque sem isso, não teria sobre o que escrever e sem a escrita, provavelmente não conseguiria suportar tantos sentimentos.

7 de março de 2013

Vê se olha com carinho pro meu amor.


Eu estaria mentindo se eu dissesse que não te amo, mas eu prefiro mentir. Dizem que quando a gente fala muito, pensa muito, em uma coisa ela acaba virando verdade... E se eu conseguir? Não te amar. Não sentir sua falta. Não querer você perto de mim. Não querer acordar e ver teu rosto. Nada disso. Nada dessas baboseiras de gente apaixonada. Sim, baboseiras. Besteiras. Que só me fizeram mal. O que você faria? E se desta vez, você fosse a pessoa que ama mais? 
Eu queria não me sentir tão fraca, mas você me deixou de um jeito que quando as pessoas dizem me amar, eu já fico com medo. Ou esperando a pessoa ir embora. Eu imagino todo mundo sendo igual a você. De uma forma boa ou ruim, até quando é outra pessoa eu coloco manias nela que você tinha. É doentio? Talvez. Mas não é isso que dizem que o amor é? Uma doença? 
Já ouvi dizer que o amor já matou mais do que qualquer doença, o que é verdade. Por isso eu digo, se o amor te mata mais do que te faz querer viver, está errado. Muito errado. Agora se o amor que você sente, te faz querer cada dia após ao outro, só pra sentir aquele friozinho na barriga, aquela sensação de seu coração sair pela boca, ai meu amigo... Ai você está feito na vida.

16 de fevereiro de 2013

Sina de amar.

Mas foi amor, não foi? Foi amor quando eu fiz coisas que você nunca sonharia em fazer por mim. Foi amor quando eu te fazia cafuné até você adormecer no meu colo. Foi amor quando eu me preocupava com você dia e noite, noite e dia. Foi amor quando eu pensava que não haveria vida sem você. Foi amor quando eu dormia pensando em você, e sentia aquelas famosas ''borboletas no estômago'' quando eu lembrava do seu toque, do seu beijo.
Eu sei, é uma pergunta idiota, considerando tudo. Mas percebi esses dias, que amor não se trata de quanto tempo você fica ao lado da pessoa, nem a quantidade de presentes você a deu no dia dos namorados, nem que sempre foi você que se lembrou dos aniversários do namoro, nem nada do tipo. Quero dizer, amor é algo maior. Amor é sacrifício, é mudança, é reparação de erros. Amar faz parte da evolução do ser humano, afinal, é uma das poucas vezes que temos que sair do nosso pequeno mundinho e olhar para os sentimentos e interesses dos outros. Mas o problema é exatamente isso. Acho que essa regra, sempre, só valeu para mim. Eu sempre fiz mais por todos, e por quê? Aliás, para que?
Eu pensava que não seria nada se não tivesse você ao meu lado. Mesmo que eu lutasse mais, sacrificasse mais. Eu queria ter você. Mas hoje vejo, que de tanto querer ter você eu me perdi. Me deixei de lado. Deixei de lado meus interesses, meus sentimentos. Eu fui nós dois. Respirava nós dois. Vivia por nós dois. Mas hoje só vejo que de tanto fazer, nada ganhei. E de tanto querer ganhar, me afundei. Não adianta dizer que não farei mais nenhum sacrifício por quem amo, pois amar é comigo mesmo. Fazer coisas para deixar quem eu amo feliz sempre foi o meu maior prazer e acho que isso nunca vai sair de mim. Mas sim, preciso acordar. Preciso perceber que também mereço sacrifícios, e provas de amor, e amor. Muito amor. Ah, eu mereço. E como mereço.
E por mais que o meu corpo doa, meu coração pese, minha cabeça enlouqueça e minha vida caia na rotina da solidão, eu vou sobreviver. Sabe por quê? Porque eu tenho a mim. E isso basta. Tem que bastar.

12 de fevereiro de 2013

O tempo.

E pensar que o tempo é o aliado de muita gente, o meu caso é ao contrário. O tempo é o meu pior inimigo. Sou uma pessoa extremamente ansiosa, gosto de resolver tudo na hora e se ficar algo pendente, isso me consome por dias, noites. E entre as passagens de tempo, a minha preferida é o presente. Passado causa tanta dor, tem todo aquele dilema de guardar o que foi bom e o que for ruim, você joga fora. O problema são as coisas boas que você guarda e não voltam mais... Estão para trás. E o futuro, essa agonia que te trás só de pensar o que vai ser, como vai ser. Se algo irá mudar, se vai acabar. E o presente, bom, para mim é o menos agoniante e sofrido. Pois você vive, você muda, você evolui. Achava injustiça o que o tempo fazia comigo, por que perder tantas pessoas na minha vida? Pra que tanta perda, tanta dor, tanta mudança. Eu não gosto muito de mudanças repentinas, mas percebo hoje, que às vezes é necessário. É necessário crescer, é necessário mudar, perder. Faz parte da nossa evolução como ser humano, e até mesmo da nossa alma. Eu ouvi uma frase "O propósito da vida é o amadurecimento da alma" e talvez, sem todas essas mudanças, estaríamos estagnados no nosso próprio conforto. Mas é importante entender que muita das vezes que nós achamos que tal coisa nos faz bem, a vida nos mostra que não. Acho que preciso entender que cada ano é um ano, e que nada acontece duas vezes e nem permanece da mesma forma pra sempre, será que sofreria menos? E será que sem sofrimento, eu teria o mesmo pensamento que tenho agora? Depois de tantas coisas acontecendo de uma só vez... Algum aprendizado eu teria que ter. E eu espero, de verdade, que vocês também evoluam. Porque o conformismo é a pior coisa que existe na vida. É necessário ter coragem para poder abrir mão da coisa que te faz mal no presente, mesmo que no passado isso te fez bem. É necessário coragem para crescer. Mesmo que isso signifique perder o que você mais ama ou o que você mais quer. Porque tudo é questão de momento.

4 de fevereiro de 2013

A life like a 80's movie.



Eu realmente queria que minha vida fosse como um filme dos anos 80.
Não estou desvalorizando a minha geração, mas eu me imagino me encaixar melhor nesses termos. Vi O clube dos cinco esses dias, e me perguntei: ''Por que minha vida não é assim?''. Por que em um dia qualquer, a vida não pode me colocar em um lugar com mais 4 pessoas e me mostrar que aquilo sim é amizade verdadeira? Uma coisa que acontece naturalmente, mesmo todos sendo super diferentes um do outro, grupos diferentes, etc. Por que, um cara totalmente marrento e destemido, não pode se interessar não pelo que eu mostro pra todo mundo pra manter uma imagem padrão, mas sim pelas qualidades que mesmo escondidas, ele vê em mim? Eu acho que as vezes, só as vezes, a vida poderia dar essa trégua pra gente. Mostrar que não é porque o cara te mandou frases prontas no Facebook  ou uma pessoa que se diz tua amiga diz que vai ficar ao teu lado pra ''sempre'' significa que aquilo seja real, seja verdadeiro. Antigamente as coisas eram muito mais cara a cara. Você não conhecia o homem da sua vida em uma página do Facebook ou qualquer coisa do tipo, você encontrava com ele no café, rolava aquela troca de olhares, a vontade de ir falar e não conseguir por estar se achando muito atirado(a). E hoje? Se você encontra um menino bonitinho em uma loja do shopping, ele já chega pedindo seu Facebook  pra de lá começar algo talvez com você. É sério isso, gente? Deixar ao acaso, as vezes é bom. As vezes só assim dá certo. Enfim, a vida nos filmes dos anos 80 parece ter um pouco mais de sentido não? Bom, a minha pelo menos teria.

26 de janeiro de 2013

A romântica.

Eu sou totalmente ao contrário. Quer um exemplo? Romantismo.
Eu amo romantismo.''A coisa da conquista''. Eu amo surpresas, abraços inesperados, beijos inesperados, mas não romantismo forçado. Aquela coisa que as pessoas acham que tudo é poesia; que se você chegar e dizer ” Eu te amo.'' repetidamente no dia, a pessoa vai lhe achar a mais romântica do mundo e pronto. Acabou. Nunca consegui ser assim, para mim, é preciso muito mais. Não, eu não estou dizendo que sou melhor que os outros e quero que tenha uma guerra dos mundos pra eu realmente ver quem me quer de verdade. Eu só cansei de coisas ditas demais e feitas de menos. 
 Mas eu não sou nada romântica. Eu sou toda atrapalhada e até muita das vezes, arrogante. Não sou aquela pessoa que ama flores e seus perfumes. Não sou aquela pessoa que diz eu te amo a cada hora do dia, e abraça, e beija, até não poder mais. Eu não sei ser assim. Pra mim tudo que é demais, soa meio falso. Para mim, se uma pessoa fazer uma coisa que eu nunca esperaria que viesse dela, meio que do nada, será mais do que valorizado. 
Eu me apego aos pequenos detalhes.

Eu não quero mais ser um fantoche na vida dessas pessoas. Não quero mais não ter controle sobre minhas ações, não quero mais não poder fazer o que eu acho melhor pra mim. Eu preciso buscar a minha felicidade, ir atrás dos meus objetivos, e não viver uma vida que não me pertence. Eu não quero mais levantar da cama todo dia com um pensamento de estar suportando outro dia, sendo outra pessoa, passar uma maquiagem por fora e esconder meus sentimentos por dentro. Eu não quero mais. Eu preciso ser eu.

23 de janeiro de 2013


        Ela não é fria, até gostaria de ser, pois tornaria tudo mais fácil, mas por algumas razões, não consegue. Ela tenta ser forte, aguentar tudo que lhe fazem, que lhe obrigam a ser, mas não consegue. Uma hora ou outra, ela desmorona. desmancha, mas é sempre sozinha… Na maioria das vezes, em seu quarto, a noite.
        Ela mudou, por algum motivo, que até hoje não consegue saber qual é. Ela não é mais a mesma. A que esbanjava sentimento para todos, que sorria para todos, ela agora está sendo ela mesma, e seria mentira dizer que todos aceitaram isso, mas ela prosseguiu. Ela continua desse jeito, até os dias de hoje, e toda noite antes de dormir, pede a Deus um pouco de sabedoria e luz, para poder continuar seguindo em frente.
        Ela é indecisa, confusa, insegura, totalmente complicada. Ela é uma mulher, uma menina, doce e frágil menina por dentro, perdida nela mesma. Alguns a chamam de fechada, outros dizem que ela é tímida ou que tem vergonha de dizer o que sente, mas na verdade, é uma mistura de tudo. No momento, ela é aquele tipo de princesa trancada na torre, mas a história muda. Ela mesmo se trancou, para protege-se do mundo, das pessoas e de suas mentiras, proteger seu coração, de tudo e todos. E mesmo que ela se negue a sair desta torre, ela espera ser salva um dia. Ela espera que alguém a abrace  e simplesmente a leve dali, prometendo fazê-la feliz. Prometendo jamais deixar ela voltar para sua torre, jamais a deixar sozinha novamente. Porque ela não iria aguentar. Ela já voltou muitas vezes para essa torre. Saiu de lá com uma esperança, com um brilho no olhar, o brilho da inocência, e voltou com seu coração na mão, cambaleando pelos cantos, não sabendo o que é certo ou errado, cansada. Ela já não aguentaria passar por tudo isso novamente.

20 de janeiro de 2013


Me sinto tão fraca, me sinto tão sua. Estou aqui em plena madrugada, ouvindo uma música deprimente, e pensando em quanto sou idiota. O quanto ser apaixonada é idiota. Você se torna idiota por vários motivos, mas apenas um te faz uma completa: O amor incondicional. Sim, amar sem medidas. Esse tipo de amor mesmo, que eu tenho por você. Aonde mesmo que você me magoe, eu vou te amar. Mesmo que você me faça chorar, sofrer, e quebre meu coração em míseros pedacinhos. Me sinto tão fraca, me sinto tão sua, que esqueço de mim. Da minha vontade, do meu orgulho, da minha opinião. É só isso que me importa, te ver perto de mim. Nunca te perder, nunca. Eu tento sentir raiva de você, mas aí eu lembro de todas as tardes que passamos, e quanta coisa aconteceu. Penso nas vezes que já me viu chorar, e tinha vontade de chorar também, ou então me dizia que eu era linda mesmo com raiva. Eu não quero esquecer de mim, mas tudo desaparece quando você está comigo, de tal maneira que tudo que me importa, é você, é o que eu sinto sobre você, é o que você me faz sentir a cada segundo que passa, que se multiplica toda vez que eu olho pra você, e você sorri com aquela cara de bobão. Eu sou tão fraca agora, pois minha força é você, e você está longe de mim, mas ainda sim, continuo sendo sua.


Antigamente, pensava que saudade era apenas sentida. Que você dizia que estava com saudades quando você não via mais uma coisa que você costumava a ver todos os dias, ou fazer uma coisa que era parte da sua rotina. Mas aí, você chegou, e hoje em dia percebo que a saudade é muito mais do que uma simples palavra que você usa quando perde o costume de algo ou coisa assim. A saudade pra mim, é ouvir a sua voz na minha mente, sem você estar comigo. É respirar e sentir seu perfume. É pensar em você na hora de dormir, em como te queria do meu lado, e logo quando acordar pensar em como seria feliz o meu dia, se eu te abraçasse e visse seu rosto. É chorar toda vez que penso em te perder, em nunca mais te ver, em você sair da minha vida. É sentir medo 24 horas de você me esquecer, só de não falar com você um dia. É imaginar como vai ser a próxima vez que nós iremos nos ver, como eu vou me vestir, como eu vou falar. É não te ver e não falar com você uma semana, e essa semana, virar um ano. Saudade é praticamente um sinônimo de amor verdadeiro. É o exatamente o que eu sinto por você.